quinta-feira, 10 de junho de 2010

OS MILAGRES DE ESCULÁPIO NA VERSÃO DOS ‘NOVOS’ EVANGÉLICOS

Na terceira inscrição do templo dedicado a Esculápio, em Epidauro, conta-se que Istmonike pediu para ficar grávida e o pedido foi atendido. Como não tivesse ainda dado a luz depois de três anos de gravidez, voltou ao santuário, e Esculápio explicou que ela só havia pedido uma gravidez, não um parto. Chega ser engraçado este milagre operado por Esculápio, mais engraçado ainda é a resposta a cliente que foi enganada. Este Esculápio é mesmo um malandro (rsrsrs).
Quantos templos dedicado a Esculápio temos hoje? Centenas, se não milhares. E por que? Talvez existam muitos homens dispostos a se deixar levar pela malandragem de Esculápio ainda hoje. Seria hilariante, senão fosse trágico. Mas esta é a real situação em muitos templos “esculapistas” e golpistas. Esculápio é capaz de fazer seu fiel voltar ao templo e exigir uma explicação. E ele certamente terá uma resposta pronto para continuar enganando seu seguidor. Quem mandou pedir uma gravidez e não um parto? Azar o dela. Não soube orar direito, penou. Na tradução livre de hoje seria, não teve fé não alcançou a bênção completa.
O Esculápio não era só um malandro enganador, mais também um deus que visava o lucro, seus milagres tinham além da diversão o poder de arrecadar ‘fundos’, lucros. Na quarta inscrição desse templo está escrito como o próprio Esculápio fixou os honorários que devia receber por satisfazer os desejos de seus “clientes”.
Parece que nossas ruas estão cheias destes templos e estas inscrições se repetem nas mais criativas inscrições. Agora Esculápio tem, não uma tabuleta de inscrição, mas a mídia toda à seu serviço. Esculápio fixou honorários, atualmente a ‘taxa’ é a mesma se não mais alta, porém a nomenclatura é mais criativa, mais afinada com a ‘espiritualidade’ dos novos clientes.
Mas Esculápio não para por aí. Ele também opera milagres tipo ‘punitivo’. O cliente que porventura não pagasse diligentemente o serviço era punido. Mas aqueles clientes que desconfiasse dos milagres de Esculápio, (tipo eu estou fazendo agora), também eram punido.
A versão evangélica de Esculápio hoje, reza na mesma cartilha desde velho e conhecido deus. Se você receber a bênção pela metade é porque não soube pedir, não falou a palavra certa, não determinou para que aquilo acontecesse. Teve fé para “engravidar”, mas não teve fé para “parir”. E tem tanta gente ‘grávida pela fé’, com 2, 3, 5, 10, 20 anos e ainda não pariram. Vão lá e pergunte para Esculápio, ele responde.
Ainda mais, esta versão de Esculápio, tem um honorário caríssimo. É caro demais o serviço religioso prestado pela sua cúpula. E a cada dia Esculápio inventa novos honorários, em nome das novas revelações dos textos bíblicos (preferencialmente o AT), que o povo não lê e se lê não entende nada mesmo, ficando fácil cobrar e instituir os honorários esculapistas.
E a punição? Terrível. Não se pode deixar de pagar, nem desconfiar que Esculápio está nos enganando ou cobrando muito caro pela satisfação de nossos desejos. Esculápio é muito sério e responsável com seus ‘negócios’. O cliente não pagou, ou não creu, ou ficou escrevendo coisas contra ele no blog. Cuidado, isso pode ser perigoso.
Que me perdoe Esculápio e seus discípulos, são todos um bando de... (melhor não completar, vai que tem alguém dele lendo).

quinta-feira, 3 de junho de 2010

“FAÇA-SE A TUA VONTADE” – FÉ NA VONTADE DE DEUS OU DESCULPA DOS FRACASSADOS?

É comum ouvirmos ou falarmos “se for da vontade de Deus”. Geralmente quando temos algum plano em mente, uma viagem ou uma mudança programada, ou mesmo na hora do vestibular, ou estamos na expectativa de um determinado emprego, ou ainda estamos na iminência de sermos promovidos em nosso trabalho, sempre vem àquela frase religiosamente rezada: “se for da vontade de Deus”.
Estava pensando nesta fala tão usual no meio cristão e tentando entender o que se passa na cabeça ou quem sabe no coração daqueles que a repetem tão credulamente. Estaria eles se lançando inteiramente no grande Decreto de Deus, que tudo cria, governa, e sustenta com seu poder providencial, a ponto de nem uma “folha sequer cair sem sua permissão” ou estão usando o termo bíblico para justificar seus fracassos na vida?
Acredito que na maioria dos casos usamos “foi da vontade de Deus” ou, “não foi da vontade de Deus” para justificarmos biblicamente nosso sucesso ou nosso fracasso. Da mesma maneira aquele santo sacro ditado “entreguei nas mãos de Deus” me soa na maioria das vezes como “dane-se”, “desisto”!
E pra enlouquecer mais ainda vêem aqueles novos pregadores que confirmam o sucesso com a demonstração pública e terrena da fidelidade a Deus [a vontade de Deus se cumpriu], ou atestam o fracasso como obra do “inimigo” [a vontade de Deus não se cumpriu].
Desde que o homem é homem e Deus é Deus o ser humano vive entre o sucesso e o fracasso. As dores e perdas da vida foram justificados pelo mito da Queda. O sucesso foi justificado pelo mito do sacrifício. Foi o medo, diz George Santayana, que primeiro criou os deuses. A fé no sobrenatural é uma aposta desesperada feito pelo homem na mais baixa maré de sua fortuna. O primeiro sentimento com que o homem confronta na realidade é certa animosidade, que se torna cruel para com os fracos e temor e bajulação diante dos poderosos. Basta observar os motivos que a religião atribui a divindade. Receber o melhor bocado, ser lembrado, ser elogiado, ser obedecido cega e pontualmente – tem sido considerados pontos de honra com os deuses, em troca dos quais eles concederiam favores e dariam castigos na mais exorbitante das escalas.
No Cristo, e por sua vontade humana, a Vontade do Pai foi realizada completa e perfeitamente e uma vez por todas. Jesus disse ao entrar neste mundo: "Eis-me aqui, eu vim, ó Deus, para fazer a tua vontade" (Hb 10.7). Só Jesus pode dizer: "Faço sempre o que lhe agrada" (Jo 8.29). Na oração de sua agonia, ele consente totalmente com esta vontade: "Não a minha vontade mas a tua seja feita!" (Lc 22.42). É por isso que Jesus "se entregou a si mesmo por nossos pecados, segundo a vontade de Deus" (Gl 1.4). "Graças a esta vontade é que somos santificados pela oferenda do corpo de Jesus Cristo" (HB 10.10).
Jesus, "embora fosse Filho, aprendeu, contudo, a obediência pelo sofrimento" (Hb 5.8). Com maior razão, nós, criaturas e pecadores, que nos tornamos nele filhos adotivos, pedimos ao nosso Pai que una nossa vontade à de seu Filho para realizar sua Vontade, seu plano de salvação para a vida do mundo. Somos radicalmente incapazes de fazê-lo; mas, unidos a Jesus e com a força de seu Espírito Santo, podemos entregar-lhe nossa vontade e decidir-nos a escolher o que seu Filho sempre escolheu: fazer o que agrada ao Pai.
Assim entedemos que viver na vontade de Deus está acima de nossa “vidinha mundana”, tipo “ir a cidade”, “comprar alimentos”, preservar nossos preconceitos culturais, raciais e religiosos (Jo 4.8,27,30-34), é mais que um costume, é uma entrega, é um estilo de vida.
Assim não é justificação nem para ter, nem para não ter. É uma declaração de Ser.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

O PODER DE ATAR E DESATAR – A INOVAÇÃO ROMANISTA ENTRE OS NOVOS EVANGÉLICOS

Eu tenho ouvido de alguns líderes que não é suficiente que o pecador esteja arrependido, em seu coração, e verdadeiramente se aparte do pecado e vá para Deus; tem de confessar seus pecados aos seus líderes ou mentores espirituais.
Texto tais como João 20.23; Tiago 5.16; Mateus 16.19, são citados para provar tal prática. A doutrina do atar e desatar ou redimir e reter o perdão historicamente está dentro do catolicismo romano. Como o novo evangélico vem suscitando várias práticas pagãs que foram cristianizadas pelo catolicismo romano, não são de se admirar que esta seja uma delas.
O catolicismo romano mantém que o pecador está obrigado a revelar suas ofensas aos pastores da sua Igreja, ou, melhor, a um delegado e autorizado pela Igreja com esse propósito; a manifestar diante dele todos os pecados secretos de sua alma, a expor todas as feridas, e em virtude da autoridade dada por nosso Salvador a ele, a receber de suas mãos, sobre a terra, a sentença do perdão de Deus, que é ratificada no céu. Cristo também deu a Igreja o poder de reter os pecados, ou seja, de reter o perdão ou de retardá-lo até um tempo mais oportuno.
Este é o escopo da doutrina romanista sobre o poder de atar e desatar. É basicamente isso que se propõem os novos evangélicos com esta doutrina.
Quem nunca presenciou alguns pecadores confessando seus pecados à “diretoria” ou pedindo perdão em público?
A nova leva de líderes e mentores espirituais está reivindicando esse novo poder sobre seus fiéis. Eles também assumem a hermenêutica romana quanto ensina a necessidade da confissão aos homens, ou a igreja, e quando mentem ao dizerem que a falta desta confissão retém o perdão de Deus sobre o penitente e oprimem ao dizerem que tal falta abre “brechas” a satanás para agirem sobre as suas vidas.
No templo dos novos evangélicos não tem [ainda] o confessionário, mas o que se faz no confessionário romanista, se faz nos gabinetes pastorais, ou em lugares de reuniões especialmente programada para tal fim.
O que observamos nestes textos é que todo o poder que se concede aos apóstolos (Jo 20.23) é concedido em Mateus 18.18 a todos os cristãos, ou pelo menos, a toda a agremiação de cristãos que constitua uma igreja (v. 15-18). Portanto, esse poder de atar e desatar, qualquer que fosse seu significado, não foi dado exclusivamente aos apóstolos e os seus sucessores, mas também a igreja.
A segunda coisa que se observa nestas passagens é que o poder da Igreja ou dos pastores em atar e desatar, ou remitir ou reter os pecados era simplesmente declarativo. Os apóstolos declaravam as condições para a salvação e a regra de vida prescrita no evangelho e anunciavam a promessa de Deus de que sob tais condições ele perdoaria os pecados aos homens.
Portanto, uma criança pode redimir os pecados com tanta eficácia como o papa, o bispo, os pastores, os “apóstolos”, a diretoria, o conselho, ou a Igreja; porque nem uma nem ou outro pode fazer outra coisa senão declarar as condições do perdão.
Nenhuma pessoa tem mais poder que outra para perdoar pecados. O perdão dos pecados é prerrogativa exclusiva de Deus.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

‘IGREJA’ – A MANIPULAÇÃO DOS DEUSES E DOS HOMENS

Cristo trouxe o Reino de Deus para mais perto da Terra; mas foi mal interpretado, e em lugar do Reino de Deus estabeleceu-se entre nós o reino dos ‘papas’, ‘bispos’, ‘pastores’ e ‘apóstolos’. Credo e ritual passaram a substituir a boa vontade dos homens; em lugar de unidade e paz entre os homens, tais Credos fizeram foi dividir a raça humana. Assim como Cristo em seus dias teve que lutar contra o eclesiasticismo dos fariseus, hoje também nos resta uma luta contra um eclesiasticismo que tem sobrepujado esta concepção de Reino de Deus.
Vivemos uma Igreja de toda sorte de absurdo piedoso, está inculcado em seus altares uma espécie de serviço de cortesania celestial através do qual se pode obter, pela lisonja, o favor do soberano do céu.
Papas, bispos, padres, pastores, ‘apóstolos’ se dão a pervertida missão de enganar os féis prometendo-lhes o favor divino pela compra desde as indulgências medievais até os mais modernos itens de lisonja do todo-poderoso.
É patético observar como são mesquinhos os motivos que estes ‘pregadores’ atribuem à divindade como condições para abençoar seus fiéis. A divindade precisa receber desde o primitivo “melhor bocado”, o “pedaço mais gorduroso” até a capitalista “melhor oferta”, para então conceder seus favores aos pobres mortais mergulhados em sofrimentos.
Mas nesta Igreja não são apenas favores que se compra. A falta de “pagamento” também acarretam ‘cortes’, ‘multas’, ‘juros’ e ‘mora’; todas as taxas são cobradas com castigos na mais exorbitante das escalas.
O Evangelho da boa vontade, do amor fraternal, foi transformado numa religião de prosperidade e poder.
É triste observar que líderes, cuja função é consolar e guiar uma atormentada humanidade com fé, esperança e amor solidário, foi transformado em instrumento de manipulação e opressão teológica.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

IGREJA APOSTÓLICA E IGREJA PÓS-APOSTÓLICA – EM QUAL IGREJA ESTAMOS?

Oscar Cullman divide a Igreja em Igreja apostólica e igreja pós-apostólica, a primeira é aquela que pertence ao momento construtivo (ou da fundação) da história da salvação, ao passo que a segunda é aquela que pertence ao momento da ampliação, ou desenvolvimento quantitativo.

1. Igreja apostólica – A igreja apostólica sofre um desenvolvimento qualitativo, sobretudo na construção da Tradição, que é constituída sob a assistência extraordinária do Espírito Santo e por isso tem valor normativo para qualquer outra tradição futura. Com efeito, o apostolado é uma função que não, poder ser prolongada. Segundo Atos 1.22 o apóstolo é testemunha única, direta da ressurreição, e recebeu uma ordem direta do Cristo encarnado ou ressuscitado. Ele é como aquele que o enviou. Ele não pode transmitir a outros a sua missão absolutamente única. Depois de tê-la cumprido ele deve restituí-la àquele que lha confiou: Cristo. Somente os apóstolos do NT desenvolveram as mesmas funções de Cristo. Eis porque o NT usa as mesmas imagens para os apóstolos usadas também para Cristo: pedra, fundamentos e colunas. Tais imagens nunca servem para designar o bispo. Os apóstolos instituíram bispos e não outros apóstolos, pois não podem legar a outros suas próprias funções, que não podem ser renovadas. Os bispos sucedem os apóstolos, mas não enquanto apóstolos e sim enquanto bispos. O que significa que o apostolado não pertence ao tempo da Igreja, mas ao tempo da encarnação de Cristo. O apostolado consiste em dar testemunho de Cristo. É certo que a Igreja hoje também testemunha de Cristo, mas não se presta ao testemunho direto que caracteriza o testemunho dos apóstolos. O seu testemunho é um testemunho derivado, já que não repousa mais na revelação direta, que foi privilégio do apóstolo-testemunha ocular.

2. Igreja pós-apostólica – A Igreja pós-apostólica desenvolveu a origem eclesiástica e não tem valor normativo para as tradições sucessivas. Neste momento a história da salvação continuada pela igreja tem apenas um desenvolvimento quantitativo. Toda norma desta igreja pós-apostólica é constituída a partir da igreja apostólica, mas o magistério eclesiástico, não pode normatizar além da norma apostólica, haja visto, que não existe, segundo Cullman, magistério eclesiástico com privilégio da infalibilidade. O instrumento pela qual a Igreja pós-apostólica pode certificar-se de sua fidelidade à tradição apostólica e ao kerygma original é a palavra dos apóstolos. “O apóstolo não pode ter sucessores que exerçam o papel de reveladores em seu lugar, mas sim deve continuar ele mesmo cumprir essa função na igreja presente: na Igreja, não através da Igreja, mas através da própria palavra dia tou logou (Jo 17.20), ou seja, através dos seus escritos.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

DEUS ALÉM DA LINGUAGEM DA ESQUINA


“... entra no teu aposento e, fechando a tua porta, ora a teu Pai que está em secreto...” (Mt 6.6)

A busca de Deus é para os que nele crêem a busca do sentido da existência humana. A oração faz parte deste mover do espírito humano para se assegurar e se identificar como ser. Jesus nos convida a “entrar em nosso aposento e fechar a nossa porta”, o motivo desta exigência do Cristo é condenar a busca do sagrado nas movimentadas “esquinas” e a aprovação dos conceitos dos “olhares” dos outros (v.5).

Nosso relacionamento com o sagrado é baseado em “conceituação” adquirido nas ‘esquinas’ das escolas teológicas e aprovado nos ‘olhares’ (o ponto de vista dos outros), talvez seja por isso que nossas experiências espirituais sejam tão parecidas, nossa descoberta de Deus nada mais é do que a constatação daquilo que imaginamos ser Deus. Sua existência é aquilo que nós já temos de conceituação. Por isso que não admitimos ‘Deus’ fora desta conceituação, aliás, para nossa espiritualidade Ele não pode revelar fora desta conceituação aprendida nestas “esquinas”.

Sabedor disso, talvez seja por isso que Cristo nos aconselha a ir para o lugar do silêncio, no lugar aonde não haja porta aberta para as ruas teológicas, ou conceitos ou teorias presentes na sociedade acerca de Deus, pois o sagrado não pode ser capturado nas categorias lógicas das “esquinas”.

O ambiente silencioso é como que numa definição a “destruição” dos conceitos de “esquinas” que tem assolado a pessoa de Deus e impedido o ouvir das boas novas do Evangelho. A Igreja, seus doutores e mestres durante séculos apresentaram respostas e conceitos definitivos ou fechados a respeito de Deus, e ler ou rezar nesta cartilha principalmente nas “esquinas”, trazem honras, aplausos e galardão dos homens e acima de tudo estando aprovado perante o olhar do público traz a sensação da aprovação de Deus, pois é assim que se pensa em nossa “conceituação” do sagrado.

Conhecer e contemplar o Divino no quarto do silêncio, atrás da porta cerrada é se surpreender com a possibilidade de que a reflexão ou a abordagem sobre Deus não precisa trazer um parecer decisivo pronto ou inalterado, ou seja, no pensamento sobre Deus precisa haver abertura para novas possibilidades, para novas experiências.

Nesta busca pelo sagrado no quarto do silêncio vamos entender que em nossas experiências com Deus nem sempre poderemos explicar o sagrado com a linguagem da “esquina”, na qual todos têm acesso.

quinta-feira, 25 de março de 2010

SOU SALVO MAIS PEQUEI, E AGORA?


Os batistas de Londres escreveram uma Confissão de Fé no ano de 1689, no qual expressa a doutrina calvinista, durante alguns dias estaremos publicando neste blog alguns destes pontos de fé de nossos irmãos batistas, herdeiros da fé reformada em sua essência bíblica. Para um melhor entendimento fizemos algumas organizações, porém o texto é utilizado na íntegra, conforme o Capítulo 17 da Confissão de Fé dos Batistas de Londres de 1689.


“3. Levados pela tentação de Satanás e do mundo, pela prevalência da corrupção que ainda permanece dentro deles, ou pela negligência aos meios para a sua própria preservação, os santos podem incorrer em tristes pecados, e continuar em tais pecados, por algum tempo. (9) Desse modo, eles caem em desagrado perante Deus e entristecem o seu Santo Espírito; (10) vêm-se privados de bênçãos e confortos; (11) têm os seus corações endurecidos e ferida a consciência; (12) ofendem e escandalizam outras pessoas; e fazem vir sobre si mesmos os juízos de Deus, ainda neste mundo. (13) Não obstante, eles renovarão o seu arrependimento, e serão preservados através da fé em Cristo Jesus, até o fim. (14)”


(9) Mt.26.70,72,74: “Ele, porém, o negou diante de todos, dizendo: Não sei o que dizes. E ele negou outra vez, com juramento: Não conheço tal homem. Então começou ele a praguejar e a jurar: Não conheço esse homem! E imediatamente cantou o galo.”
(10) Is.64.5,9: “Sais ao encontro daquele que com alegria pratica justiça. daqueles que se lembram de ti nos teus caminhos; eis que te iraste, porque pecamos; por muito tempo temos pecado, e havemos de ser salvos? Não te enfureças tanto, ó Senhor, nem perpetuamente te lembres da nossa iniquidade; olha, pois, nós te pedimos, todos nós somos o teu povo.”
Ef.4.30: “E não entristeçais o Espírito Santo de Deus, no qual fostes selados para o dia da redenção.”
(11) Sl.51.10,12: “Cria em mim, ó Deus, um coração puro, e renova em mim um espírito inabalável. Restitui-me a alegria da tua salvação, e sustenta-me com um espírito voluntário.”
(12) Sl.32.3,4: “Enquanto calei os meus pecados, envelheceram os meus ossos pelos meus constantes gemidos todo o dia. Porque a tua mão pesava dia e noite sobre mim; o meu vigor se tornou em sequidão de estio.”
(13) 2Sm.12.14: “Mas, posto que com isto deste motivo a que blasfemassem os inimigos do Senhor, também o filho que te nasceu morrerá.”
(14) Lc.22.32,61,62: “Eu, porém, roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça; tu, pois, quando te converteres, fortalece os teus irmãos. Então, voltando-se o Senhor fixou os olhos em Pedro, e Pedro se lembrou da palavra do Senhor, como lhe dissera: Hoje três vezes me negarás, antes de cantar o galo. Então Pedro, saindo dali, chorou amargamente.”