segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

O XAMÃ EVANGÉLICO

Xamã é um líder espiritual com funções e poderes de natureza ritualística, mágica e religiosa que tem a capacidade de, por meio de êxtase, manter contato com o universo sobrenatural e com as forças da natureza.

Entre os evangélicos não existem nenhum indíviduo com este título. Mas ao considerarmos a forma como os líderes deste movimento tem se comportado e o que eles teem praticado, me parece óbivio que estamos diante de um xamanismo evangélico primitivo.

Atualmente, dificilmente você vai ao culto evangélico sem presenciar uma liturgia de natureza ritualística. Passo a passo os fiéis vão caminhando na cartilha do ritual do novo “Xamã”.

Também se verifica uma natureza mágica nos ajuntamentos. A magia dos cultos se ver claramente numa espécie de “simpatia” evangélica muito comum entre este grupo. Vemos isso no simples “coloque a mão no coração”, ou o “levante a sua mão direita”, (e a esquerda não vale?!), a fita do compromisso de oração; as campanhas de Sete dias; a ida lá na frente (a divindade não abençoa lá atrás?!), sem falar das demais aberrações que não quero repetir aqui.

Existe uma busca desenfreada pelo êxtase entre os evangélicos. Todos querem entrar em transe. Todos querem inalar o “ópio” do frenesi do domingo à noite. O líder religioso que não tem o poder de ao simples levantar da mão ou à voz de seu comando fazer a platéia cair ao chão, sapatiar, chorar, rir ou ter um ataque de esquizitice, não é um poderoso Xamã. Existe certa forma de medir qual destes líderes está mais em contato com o sobrenatural, quem controla mais a divindade. Aqueles cuja reunião não consegue manter contato com o sobrenatural e trazer uma demonstração de domínio no mundo espiritual estão sem “ibope” no meio evangélico. Não é a toa que suas igrejas estão se esvaziando.

A Igreja Evangélica brasileira está em suas reuniões fazendo de tudo, através de seus Xamãs, para tentar manter contato com o sobrenatural e com as forças da natureza. Não é por menos que temos tantos elementos da natureza presente em suas reuniões. Água, Terra, Fogo (pelo menos nas músicas e nas palavras dos pregadores é a o mais pedido), e o Vento (o “sopro da unção” pelo microfone é repetido constantemente), como demonstração de poder. Magia, magia. Nada mais que magia.

O Xamã também é uma espécie de sacerdote, curandeiro, conselheiro e advinho. Observe que os líderes não são outra coisa entre eles. Eles são os que fazem ligação do indíviduo com Deus. Esta prática é vista na chamada “cobertura espiritual”. Estão dependentes de um que o “leve a Deus”. Foi-se o tempo em que o cristão evangélico podia chegar-se a Deus unicamente por Cristo. Agora não. Sem o Xamã, nada podeis fazer!

Os fiés procuram o líder para por sobre ele a responsabilidade da cura. Alguns “Xamãs” em sua arrogância ordena que jogue remédios fora, ou pare de usar remédios de uso contínuo. O Conselheiro dá ‘pitaco’ em todas as áreas da vida do fiel. Do namoro ao negócio. E aí daquele que desobeder o conselho do Xamã!

Ele também é uma espécie de ‘advinho’. O dom de revelação ou de profecia que é dado a alguém como manifestação soberana do Espírito, é incorporado automaticamente nos novos Xamãs. Usam e abusam das ‘prefecias’ e das revelações das ‘probabilidades’.

Diante de tudo isso que diremos? Nada. Apenas, que a Igreja Evangélica Brasileira agoniza e celebra com estas e outras coisas, o cortejo fúnebre daquela que já foi paladina do Evangelho genuíno de Jesus Cristo.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

NATAL PARA OS NÃO CRENTES

Estava pensando em escrever alguma coisa sobre o Natal. Depois desinteressei. Vai que algum crente leia isso e fique escandalizado, porque os crentes não curtem mais o natal. Descobriram que essa festa é amaldiçoada porque teve suas origens numa festa pagã. Então que se danem estes crentes demais. Deixa eu cá com o meu natal. E como não espero que os crentes leiam isso, meditei sobre esta canção da Simone. E olha que mensagem! Se você não for tão crente quanto eles e incrédulo tanto quanto eu, celebre o Natal comigo curtindo esta poesia linda e reflita sobre como você está terminando seu ano cristão ou pagão.

Então É Natal


Simone

Então é Natal, e o que você fez?
O ano termina, e nasce outra vez
Então é Natal, a festa Cristã
Do velho e do novo, do amor como um todo
Então bom Natal, e um ano novo também
Que seja feliz quem, souber o que é o bem
Então é Natal, pro enfermo e pro são
Pro rico e pro pobre, num só coração
Então bom Natal, pro branco e pro negro
Amarelo e vermelho, pra paz afinal
Então bom Natal, e um ano novo também
Que seja feliz quem, souber o que é o bem
Então é Natal, o que a gente fez?
O ano termina, e começa outra vez
Então é Natal, a festa Cristã
Do velho e do novo, o amor como um todo
Então bom Natal, e um ano novo também
Que seja feliz quem, souber o que é o bem

Harehama, há quem ama
Harehama, ha...
Então é Natal, e o que você fez?
O ano termina, e nasce outra vez
Hiroshima, Nagasaki, Mururoa, ha...


É Natal, é Natal, é Natal

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

MENTORIA ESPIRITUAL OU A CELEBRAÇÃO DA MENORIDADE?

Mentoria espiritual é a última palavra no movimento evangélico na Igreja Brasileira. Nunca na história recente se falou tanto do assunto. Seminários, congressos, palestras, livros e mais livros tem sido escrito para propagar esta idéia.

Embriagados com este néctar, apostólos, bispos, pastores e outros guias espirituais tem arrebanhado milhares de pessoas e colocado-os debaixo de “suas asas” de mentoria e cobertura espiritual. A questão é como estão fazendo e o que estão fazendo com esta badalada mentoria.

Todo ser pessoal tem “consciência e direção própria”, esta inclusive é a definição de espírito pessoal do teológo batista A. B.Langston. Existe uma fase de menoridade na vida de qualquer indivíduo tanto no âmbito jurídico quanto no âmbito espiritual. Neste período de menoridade precisa ter responsáveis por ele, alguém que o esclareça, que o represente e que o ensine a desenvolver seu entendimento. Na ordem social os primeiros mentores são os pais, na ordem espiritual são os líderes espirituais (dê o nome que mais lhe apraz a est líder).

No entanto espera-se que todo indivíduo chegue a sua maioridade. Mas é tão cômodo ser menor. Se tenho um livro que faz as vezes de meu entendimento, um diretor espiritual que por mim tem consciência, um médico que por mim decide a respeito de minha dieta etc., então não preciso esforçar-me. Não tenho necessidade de pensar, quando posso simplesmente pagar; outros se encarregarão em meu lugar dos negócios desagradáveis.

A preguiça e a covardia são as causas pelas quais uma tão grande parte dos homens, depois que a natureza de há muito os libertou de uma direção estranha, continuem no entanto de bom grado menores durante toda a vida. São também as causas que explicam por que é tão fácil que os outros se constituam em mentores deles. Neste campo da preguiça, da covardia, veceja a mentoria espiritual na igreja brasileira.

A imensa maioria dos crentes considera a passagem à maioridade espiritual, aquele esclarecimento por si só mediante o exame das Escrituras, difícil e além do mais perigosa, porque seus mentores de bom grado tomaram a seu cargo a supervisão dela. Depois de terem primeiramente embrutecido seu gado doméstico e preservado cuidadosamente estas tranquilas criaturas a fim de não ousarem dar um passo fora do carrinho para aprender a andar, no qual as encerraram, mostram-lhes em seguida o perigo que as ameaça se tentarem andar sozinhas.

É difícil portanto para um crente que segue esta linha de pensamento desvencilhar-se da menoridade que para ele se tornou quase uma natureza. Chegou mesmo a criar amor a ela, sendo por ora realmente incapaz de utilizar seu próprio entendimento, porque seus líderes nunca o deixaram fazer a tentativa de assim proceder.

Preceitos, fórmulas, ritos e programas espirituais tornam-se grilhões de uma perpétua menoridade. Esta menoridade, a falta de esclarecimento, a incapacidade de fazer uso de seu entendimento sem a direção de outro indivíduo está sendo celebrada e sacrificada no altar da mentoria espiritual.

Libertai-vos!

Tende coragem de fazer uso do seu próprio entendimento!

Nas palavras do Maior Mentor: “Levanta-te e anda”!

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

O NEOPAGANISMO NO MEIO EVANGÉLICO – CRENDICES ENTRE NÓS

O Iluminismo pensanva que, caso houvesse qualquer intervenção divina no mundo dos homens, tal intervenção seria “filtrada” pela alma humana que, então, ao lembrar-se dos exemplos das entidades divinas (por exemplo, a vida de Jesus ou dos santos etc.), inspiraria atos mentais, de caráter intelectual e moral. Mas não foi assim que as coisas evoluíram em nossos tempos recentes. No movimento de proliferação de igrejas dos anos noventa, e que continua agora mais forte que nunca, ninguém é “tocado” pela inspiração dessa maneira. Na competição para arrecadar almas pagantes ou almas que pela presença conferem poder ao pastor (que ele pode reverter em poder político e financeiro), as igrejas perceberam que precisam criar um sistema facilitador em relação às proibições. Deixaram de falar da ética do Reino em relação ao Indíviduo como Imagem de Deus, ao relacionamento com o próximo e a solidariedade com o oprimido e passaram a enumerar regras que vão desde o lugar onde um ‘crente’ deve ir, até o que este ‘fiel’ deve ouvir ou pronunciar.


Criaram o efeito mágico das palavras. Principalmente as palavras de ‘maldição’, as únicas que realmente tem poder sobre a vida deles, pois vivem de proibições de palavras ‘fortes’ tais como: ‘pobreza’, ‘miséria’, ‘coitado’, ‘pobre’, ‘morte’, etc. A estas palavras eles refutam desde o “tá amarrado”, eu “rejeito”, até o tradicional toque na madeira, ou ‘peguei no verde’ (rsrsr).

De igual modo não é tão forte as palavras de ‘bênção’, aja visto que falar de ‘riqueza’, ‘dinheiro’, ‘saúde’ (ainda que na hora do espirro), “vais ganhar na mega sena da virada”, (os crentes dizem não apostar, kkk), não funcionam, mesmo que o fiel diga com toda ‘fé’, ‘eu recebo’.

Os novos crentes também reconstruíram as rotas sagradas do turismo espiritual. A ida a Israel não como visitação a um lugar histórico e emblemático tem crescido assustadoramente, os crentes vão lá pra tentar “sentir’ alguma “coisa”. E deve sentir mesmo, tais os relatos que de lá temos ouvido. Na maioria das vezes, ‘conversa pra boi, (digo ovelha), dormir’.

De lá trouxeram o famoso shoffar, um instrumento de som horrível e deram a ele um sentido magico, que levam todos ao delírio espiritual. Quem tem um shoffar hoje tem o poder na mão. Eu já vi um sujeito arrancar aplausos, gritos e frenesi da platéia simplesmente com algumas ‘sopradas’ desafinadas.

Sem contar que outros objetos sagrados que povoam os templos e as casas dos fiéis, a um preço altíssimo, movimentam uma cifra milionária no mercado da fé. Já temos representante comercial para tais objetos tirando pedido nas igrejas, fazendo destas sua ‘gorda’ e próspera carteira de clientes. Os pastores (leia-se compradores e vendedores) não perdem as promoções, as novidades, os lançamentos da indústria da fé. E vendem. E como vendem!!!!!!

Essas e outras besteiras de crentes nada mais é que um resto de neopaganismo tipo bárbaro que vem sendo reconstruído e trazido para dentro das igrejas evangélicas. No entanto os crentes não se apercebem que estão fazendo papel de tolo, e isso se deve ao fato do emburrecimento bíblico-teológico que vem tomando conta dos arraiás da crentaida.

É claro que tudo isso é ajudado por outros mecanismos, principalmente o atrativo do “milagre”, da “cura imediata” ou da “salvação” que, enfim, não é a salvação contra o Mal, e sim a salvação financeira ou o desemprego ou a falta de sorte etc. Ou seja, o Mal se traduz em males da cada um, em um sentido moral bem empobrecido. O pastor promete dar ao fiel não um Deus ou um Jesus ou coisa parecida, nos cânones do cristianismo que conhecíamos antes dos anos noventa. Ele promete dar um Mágico, alguém do Além que pode ser chamado, a qualquer momento, para resolver problemas cotidianos. O azar na vida é coisa mostrada como produto de uma entidade denominada “Demônio”. A sorte pode ser restabelecida pela fé, uma fé esvaziada de religiosidade, ou seja, algo que se faz sentir a partir do pronunciamento de palavras do tipo “Sangue de Jesus tem poder”, exatamente como Mandrake poderia dizer “Abracadabra”.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

A CRENÇA É A ÚNICA RESPONSÁVEL PELA DESCRENÇA

A descrença só é possível onde à crença estabeleceu regras. Se não há crença não há possibilidade nenhuma de descrença. Se o cristianismo morrer, morre com ele o ateísmo, pois se o conjunto de crença cai em desuso, à descrença deixa de ser interessante, e até excitante, e em pouco tempo perde completamente seu sentido. E neste entendimento cristianismo e ateísmo estão em declínio.

Os antigos pagãos estavam certos ao estremecer diante da assustadora determinação dos primeiros cristãos. Nenhuma das religiões que abundavam no mundo antigo pretendia o que os cristãos afirmavam — que todas as outras crenças estavam erradas. Quando os cristãos insistiam em que apenas eles possuíam a verdade, condenavam a extravagante abundância do mundo pagão à danação final.

Num mundo de muitos deuses, a descrença nunca pode ser total. Pode apenas significar a rejeição de um deus e a aceitação de outro.

Ao sustentar que existe apenas uma única fé verdadeira, o Cristianismo, deu à verdade um valor supremo que não tinha tido antes. E também tornou possível, pela primeira vez, a descrença no divino.

O ateísmo, portanto, é o efeito retardado da fé cristã.

sábado, 24 de setembro de 2011

A IGREJA DE SIMÃO – O MÁGICO

Em Atos 8.9-24 temos a história de Simão, o mágico. O texto bíblico narra o episódio em que Simão tenta comprar dos apóstolos o poder de operar milagres. Tal ato, considerado pecaminoso pela teologia cristã, foi denominado de simonia (ato de Simão), termo que define especificamente o comércio ou tráfico de coisas sagradas e espirituais, tais como sacramentos, dignidades, indulgências e benefícios eclesiásticos, e que estaria no centro das críticas e discussão que conduziriam à Reforma protestante no século XVI.

No decorrer dos séculos surgiram inúmeras biografias apócrifas sobre este personagem, fundamentadas em especulações diversas, dentre as quais:

1. Que ele pode ter sido fundador do Gnosticismo cristão.
2. Que para provar a validade de sua doutrina fazia demonstrações públicas de levitação.
3. Existe um texto apócrifo que diz que o Apóstolo Pedro travou um embate contra o mago da Samaria que questionava suas habilidades "voadoras". Assim, no alto de uma torre, o mago dá o seu derradeiro vôo.
4. Ainda conforme especulações, Simão Mago seria talvez o gnóstico Simão, discípulo de Dositeu - um sábio cripto-judeu que havia se tornado herói messiânico dos samaritanos.
5. Simão como tendo sido discípulo do profeta João Batista
6. O que se pode afirmar de concreto é que Simão tornou-se figura controversa da literatura antiga e medieval e da propaganda cristã.

Simbolicamente, Simão, ressurge na atual Igreja Evangélica Brasileira, no comércio, no tráfico das coisas sagradas e espirituais.

Simão foi repreendido por querer mercandejar “o dom de Deus” (At 8.19-20). Tudo que ele queria era comprar e depois revender. Ele já tinha um banco de clientes iludidos, e clientes fidelizados “por muito tempo” (At 8.12). A faixa etária ia desde “o menor até o maior” (v. 12).

Imagina o que Simão faria com mais este poder em suas mãos? Toda finalidade de Simão se resumia num único objetivo – MANIPULAR A MASSA.

Os Simãos que hoje fazem parte da Igreja Evangélica Brasileira, não querem outra coisa se não “encantar”, “iludir”, colocar o povo no “cabresto” do medo, em nome de uma falsa autoridade espiritual, em nome de uma nova revelação, em nome de uma nova unção, em nome de si mesmo, que outra coisa não quer, senão ser o centro dos holofotes.

A simonia praticada pelos novos evangélicos repugna. O tráfico do sagrado é tão flagranteado, e tão escancarado, que tais discípulos de Simão, usam vastamente a mídia para enganar uma massa de 35 milhões de pessoas, dando a eles a oportunidade de passear por um shopping de ofertas dos últimos lançamentos dos objetos e adereços da fé. Aceitando na prática mercadológica de Simão, desde o cartão de crédito até o vale refeição do iludido fiel.

Se você, leitor, discordar de mim, apresente-me sua defesa, ou melhor, a defesa da IGREJA DE SIMÃO, respondendo se propagar, oferecer e vender, (ainda que simbolicamente, conforme dizem), tais produtos “sagrados”, conforme encontramos nas gôndolas das igrejas é ou não simonia. Se não te recordas de tais produtos, eis uma “listinha de compra”, para lhe ajudar encher o carrinho neste fim de semana:

Produtos para Alimentação: Sal grosso, oléo ungido de Israel, água do Rio Jordão, pão das primícias, vinho novo da nova aliança;

Produtos para Banho e Perfume: sabonete da purificação, água do Rio Jordão (não pode faltar), toalha do Apóstolo Valdemiro (para enxugar), bálsamo de Gileade, unguento de Maria (pra se perfumar);

Produtos de Limpeza Pesada: Vassoura da Libertação, Rosa da quebra de maldição, Sal grosso, Fita do compromisso com Deus, ervas “medicinais” (guiné, arruda), para o banho do descarrego, cetro da justiça, cajado de Moisés;

Produtos para Causas Judiciais: Martelo da Justiça Divina, camiseta da Revolta; Cetro da Justiça;

Produtos Para Adquirir a Casa e o Carro: Chave de Davi, martelinho e tijolinho do Valdemiro;

Títulos da Prosperidade: A Bíblia da Prosperidade (do Silas Malafaia), o Carnê do Investimento no Reino, Título dos Nobres (do Renê Terranova), Carnê dos Associados (do R.R. Soares).

Meu amigo, se isto não for o Evangelho de Simão, Pedro estava errado e Simão é o cara que apenas vislumbrou uma grande oprtunidade de negócios!

E depois me criticam e ainda me perguntam porque deixei de ser “evangélico”, porque sai da Igreja. Amigo eu só não quero fazer parte, nem do Evangelho nem da Igreja de Simão. Eu não quero ser iludido nem me deixar iludir pelos encantos de seus pastores, bispos e apóstolos. Eu não quero seus produtos sagrados pirateado numa teologia de fundo de quintal, que não passa pelo controle de qualidade bíblica. E se queres um conselho – saia deste engodo. O embate com o os filhos do mago de Samaria já começou. Eles já estão no alto da torre e estão prestes a descobrir, como seu pai, que suas habilidades ‘voadoras’, simplesmente não existem.

sábado, 17 de setembro de 2011

A EXTINÇÃO DA SOLA FIDE NO MOVIMENTO DE CRESCIMENTO DA IGREJA

A justificação é somente pela graça, somente por intermédio da fé, somente por causa de Cristo. Este é o artigo pelo qual a igreja se sustenta ou cai. É um artigo muitas vezes ignorado, distorcido, ou por vezes até negado por líderes, estudiosos e pastores que professam ser evangélicos. Embora a natureza humana decaída sempre tenha recuado de professar sua necessidade da justiça imputada de Cristo, a modernidade alimenta as chamas desse descontentamento com o Evangelho bíblico. Temos visto que esse descontentamento tem ditado a natureza de muitos ministérios e o conteúdo de muitas pregações.

O movimento do crescimento da igreja acredita que um entendimento sociológico daqueles que vêm assistir aos cultos é tão importante para o êxito do evangelho como o é a verdade bíblica proclamada. Como resultado, as convicções teológicas freqüentemente desaparecem, divorciadas do trabalho do ministério. A orientação publicitária de marketing em muitas igrejas leva isso mais adiante, apegando a distinção entre a Palavra bíblica e o mundo, roubando da cruz de Cristo a sua ofensa e reduzindo a fé cristã aos princípios e métodos que oferecem sucesso às empresas seculares.

Embora possam crer na teologia da cruz, esse movimento na verdade está esvaziando-a de seu conteúdo. Não existe evangelho a não ser o da substituição de Cristo em nosso lugar, pela qual Deus lhe imputou o nosso pecado e nos imputou a sua justiça. Por ele Ter levado sobre si a punição de nossa culpa, nós agora andamos na sua graça como aqueles que são para sempre perdoados, aceitos e adotados como filhos de Deus. Não há base para nossa aceitação diante de Deus a não ser na obra salvífica de Cristo; a base não é nosso patriotismo, devoção à igreja, ou probidade moral. O evangelho declara o que Deus fez por nós em Cristo. Não é sobre o que nós podemos fazer para alcançar Deus.

Portanto, o momento da Igreja Evangélica brasileira carece de um grito que há muito se extinguiu do seu púlpito – SOLA FIDE!!!