sexta-feira, 8 de abril de 2011

O ENCONTRO COM DEUS ANTES DO “ENCONTRO COM DEUS” E OUTRAS TÉCNICAS

Cheguei para o Evangelho ainda adolescente. A idéia de conversão, comunhão e experiência com Deus era bem diferente do conceito atual. Naquele tempo “encontro com Deus” não era ainda usado como programa da igreja. O conceito era do pecador que finalmente é encontrado por Cristo, é lavado, perdoado e levado de volta aos braços do Pai. Era a ovelha perdida que voltava ao aprisco. Era como Zaqueu encontrado por Cristo, antes do mesmo poder “lá de cima da figueira” mirar o Salvador.

A conversão era algo que só acontecia pelo poder convencedor do Espírito. O Evangelho era lido, pregado, e o pecador tocado pela graça irresistível prostava aos pés de Cristo, confessando-o como Senhor e Salvador.

Batismo e unção do Espírito Santo não eram um repetir de palavras quase mágicas embaladas pela música alta e descompensativa, a ponto do fiel não pensar mais até se entregar “a ministração”.

A unção não era soprada pelo microfone, nem trazida pelo eco do shofar.

A voz de Deus não era ouvida ao meio do barulho ensurdecedor, nem lançada ao vento pelas rajadas de palavras de efeito.

Tudo isso que se propaga hoje como efeito de um encontro com Deus ou um programa básico da igreja para levar o indivíduo à comunhão com Deus, eu experimentei e na época não tinha tais técnicas, era tudo simples, muito simples.

Longo no inicio da minha vida cristã, fui despertado para o estudo da bíblia. Aprendi a orar jejuar, passar vigílias de oração, ir ao monte sozinho, descobrir o prazer do serviço, etc.

Ninguém me ensinou um técnica para chegar a Deus. Essa história de que a gente não tira tempo em nossa casa para passar em devoção com Deus, não aconteceu comigo.

A graça do Senhor me alcançou tanto no início quando na continuidade da vida cristã. Recebi de Deus muitas experiências e na maioria delas, estava eu e Deus somente. Sempre abominei a idéia de que se ia ao culto para receber ou pra encontrar com Deus, sempre imaginei que ali era lugar de serviço aos outros. No ajuntamento Deus usava uns e outros para exortar, consolar e edificar. As ministrações se prestavam a este objetivo, nunca para empurrar ninguém aos braços de Deus, ou levar o homem a uma overdose com a divindade.

Ninguém consegue manter um padrão contínuo de experiência mística. A vida é real, terrena, passageira, aflita, e despedaçadora. O ser humano sempre vai viver entre o “estar com Deus” e o “estar na terra”. E é nesta terrenidade que devemos sempre manter o contato com Deus. Uma técnica para embebedar os irmãos apenas por um final de semana não é bem-vinda, pois a igreja não vive de momentos, mas de séculos e milênios. A história tem muito a nos ensinar. Experiência momentânea não satisfaz a ânsia constante do sagrado no coração humano.

Por tanto, qualquer que seja o esforço, a técnica, o programa, por mais bem intencionado que seja, sempre vai faltar o que não podemos dar ao pecador – o encontro pessoal com Deus. O entendimento do Evangelho é “ninguém vem ao Pai senão por mim”. Esse encontro é produzido inteira e unicamente por Cristo. E só por Cristo. O resto, meus irmãos é apenas técnica e nada mais.

3 comentários:

  1. depois de ler todos os textos no blog, pela primeira vez que eu entro, cheguei a uma conclusão. um cara com uma bagagem teologica imensa, mas que precisa enxegar novamente Deus, é uma pena ver alguem tao sabio e ao mesmo tempo tao revoltado com Deus, tentando explicar tudo no campo teologico,e deixando de viver o evangelho.tentando explicar tudo no campo da razaõ e se esquecendo do que é fé

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  2. Caro anônimo,
    Enxergar novamente Deus?
    Você pensa que Teologia não é estudo da Bíblia?-A Bíblia pela qual Deus se revela?
    Você está enganado meu caro e fez uma leitura equivocada dos textos. O Pedro tem um estilo sarcástico sim, mas em essência ele transmite uma realidade E SEM FERIR A PALAVRA DE DEUS.
    Eu vejo como "revolta" o seguinte:
    a)manobrar as pessoas, imagem e semelhança de Deus, evocando para si uma autoridade que não existe.
    b)torcer a mensagem bíblica de acordo com suas conveniências (para enganar e manter domínio).
    c)criar rituais místicos ou copiálos para satisfazer ou compensar o vazio da alma humana ao invés de apresentar Jesus como único suficiente, e nem me diga que os rituais são os meios de apresentar Jesus porque isso é dizer que a Bíblia não é suficiente por si mesma ao ser exposta.
    Dentre inúmeros pontos trago esses três assinalados e concluo que quando se estuda a história da igreja cristã as pessoas, principalmente os evangélicos, dizem que na Idade Média a igreja se corrompeu criando rituais, vendendo relíquias, indulgências, criando lugares de peregrinação, etc. Querido anônimo olha a sua volta, veja como a história é cíclica. Tivemos um retrocesso, hoje nós olhamos para a nossa ferida e fazemos vistas grossas para apontar os erros dos outros, olha a trave dos seus olhos meu irmão. Esse seu parecer nada mais é do que revolta contra o Deus da Bíblia. Voce inverteu os valores e ja está pensando que essas invenções dos nossos dias são Deus. Abra teus olhos, porque sua fala mostra que vc é um manobrado por esse sistema de macificação. Revolta contra Deus é ficar através de toda essa parafernalha apresentando-O como se fosse uma panacéia, mas isso é uma caricatura do Divino Senhor.
    Obs. Meu argumento se baseia nos exageros da igreja evangélica.
    VERITAS VOS LIBERABIT.

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  3. Há!! fé é olhar algumas palhaçadas e dizer eu creio em Deus? Viver o Evangelho é aceitar isso que vemos por aí?
    Definitivamente vc não sabe distinguir o que é proximidade e distancia de Deus além de não saber também distinguir fé de ignorância e burrice.
    VERITAS VOS LIBERABIT

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